Foto Capa: José Cordeiro/SPTuris
O clima de Carnaval continua contagiando a cidade de São Paulo, que hoje (25 de janeiro) celebra 471 anos de história. Em cerimônia realizada na última sexta-feira (24), na Fábrica do Samba Madrinha Eunice, conhecemos a nova corte eleita do carnaval paulistano, que juntos vão liderar à folia neste ano no Anhembi.
Entre 15 candidatos – número menor aos 19 participantes do ano anterior – foram escolhidos os novos integrantes da corte, com destaque para uma realeza com muita representatividade negra. O título de Rei Momo foi concedido a Sandro Camargo, representante da tradicional escola de samba Vai-Vai. Ao seu lado, a coroa de Rainha ficou com Arie Suyane, da Imperatriz de Paulicéia. Como 1ª e 2ª Princesas foram eleitas, respectivamente, Bruna Negreska, da Tom Maior, e Gabi Evaristo, também da Vai-Vai.
A eles, somam-se Jorge Luiz de Oliveira, o Jorginho Saracura (Vai-Vai), e Vera Lúcia Monteiro da Silva, a Tia Vera (Prova de Fogo), eleitos como Cidadão e Cidadã do Samba pela União das Escolas de Samba Paulistanas (UESP), completando a corte oficial.
Tradicional rito de coroação marca o início do Carnaval
A eleição da Corte do Carnaval de São Paulo é uma tradição que simboliza a abertura oficial da maior festa popular da cidade. Composta pelo Rei Momo, Rainha, 1ª e 2ª Princesas, além do Cidadão e da Cidadã do Samba, a corte é formada após um concurso que avalia os candidatos em critérios como simpatia, desenvoltura, samba no pé e comunicação.
Mas além das coroas, os eleitos assumem uma grande responsabilidade de representar e promover o Carnaval paulistano em eventos, desfiles e celebrações. Embora a origem exata da escolha da corte não conte com registros históricos, esse ritual é um dos pilares do Carnaval desta cidade que também tem samba no pé.