02 de dezembro Dia Nacional do Samba, um data especial em sua homenagem. No entanto, como nos alerta o poeta Nelson Sargento nas sábias letras e melodia do ” Samba, … Agoniza mas não morre,… Alguém sempre te socorre,…Antes do suspiro derradeiro.…” Nos leva a fazer uma grande reflexão sobre as modificações que envolve a cultura sambísticas e as manifestações cultural, histórias e de educação como os desfiles das escolas de samba no carnaval.
Pois a menos 100 dias para os desfiles das escolas de samba no Carnaval 2024, o Sambódromo do Anhembi em São Paulo, passa por um enredo de modificações e destruição de alguns pilares que fazem parte do cenário dos espetáculos das escolas de samba. Um palco de longas histórias pra mais de 30 anos que hoje virou um “canteiro” de obras.
Nesse ponto nos leva a refletir novamente nos versos do samba de Nelson Sargento quando diz sobre a mudança de estrutura, a imposição de outra cultura e que os atores das comunidades sambistas não perceberam.
Segundo a Prefeitura de São Paulo, as obras no Complexo do Anhembi, onde também se localiza o Sambódromo, faz parte das modificações exigidas no projeto das novas estruturas do Parque Anhembi e que vai atender o interesse público entre outras ações da iniciativa pública e privada.
Taí um enredo cheio de “bla, bla” e “lero, lero” e de quesitos mal explicados que na nossa opinião não justifica tanta imposição nas estruturas do cenário das escolas de samba no carnaval. Modificações que vai interferir desde a organização da composição das alas das escolas e do alinhamento dos carros alegóricos no setor da concentração do Sambódromo.
Acredito que a montagem da escola e a composição da sequencia proposto no enredo, deverá ser mais um dos grandes desafios a serem vencidos pelos carnavalescos e coordenadores. Afinal, o acesso das escolas na pista de desfile não vai ser mais o mesmo.
Todavia, acreditamos que o samba e as escolas vão superar todos obstáculos do momento. Pois como já dizia velho poeta Nelson Sargento: “Samba, Negro, forte, destemido… Foi duramente perseguido… Na esquina, no botequim, no terreiro… Samba, Inocente, pé-no-chão…”
Valdir Sena – Jornalista, Radialista e Cronista de Carnaval
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