Foto Capa: Dayse Pacifico
Sob a coordenação do carnavalesco Anselmo Brito, a sexta escola a desfilar pelo Grupo de Acesso II não apenas celebrou a arte do ilusionismo, mas fez do próprio desfile um encantamento coletivo. O enredo mergulhou nas profundezas da sedução e do mistério, onde cada ala e alegoria foram peças de um feitiço lançado sobre o público.
A cigana, umas das figuras do ritual de Carnaval da Imperador, desfilou pela avenida revelando feitiços. As alas e alegorias da escola fizeram alusão aos limites da realidade e o tablado de ilusões que só a magia do Carnaval consegue proporcionar. O show da Imperador do Ipiranga se completava: cartas mágicas e truques impossíveis encantavam e envolveram o Anhembi, mostrando que no carnaval o impossível também se torna real.
Entenda o Enredo
“Abrakadabra” é uma palavra mística com origens incertas, possivelmente derivada do aramaico “Eu crio enquanto falo”, ou do latim e grego, ligada a rituais de proteção e magia. No século II, era usada como amuleto contra doenças, escrita em triângulo invertido para dissipar o mal. Ao longo do tempo, tornou-se símbolo de ilusionismo e encantamento. No Carnaval SP, refletiu a ilusão e a fantasia, onde o real e o imaginário se fundiram em um espetáculo de magia no desfile da Imperador do Ipiranga. A comunidade da Vila Carioca encantou a avenida em um grande feitiço, convidando o público presente a se emocionar com mistério, sedução e alegria das suas alas e alegorias.