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Carnaval da Uesp à beira do descaso!

10 JAN 2018
10 de Janeiro de 2018

Disse o poeta: “O samba não pode parar”! Entretanto, não é assim que pensa a Prefeitura do Município de São Paulo, através da SPTuris, que até o momento não distribuiu as verbas para as escolas de samba do Grupos 2, 3 e 4 e blocos Especiais filiados a União das Escolas de Samba Paulistana UESP.  

Sem dinheiro até para pagar os ônibus para os deslocamentos dos componentes das agremiações, e as estruturas necessárias para apresentarem seus trabalhos durante o Carnaval, as entidades que formam a base do samba de São Paulo, hoje estão num enredo à beira do descaso.  

Na manhã desta quarta-feira (10/01/18) o presidente da UESP Alexandre Magno, o “Nenê” e os presidentes de 54 Agremiações estiveram na SPTuris (São Paulo) para protestar contra o corte das verbas das infraestruturas para o Carnaval nos bairros. “Sem dinheiro e apoio da Prefeitura fica inviabilizada as realizações dos desfiles oficiais das escolas de samba dos grupos 2, 3, 4 e pleiteantes, além dos blocos especiais, programados para os dias 10, 11 e 12 de fevereiro”, afirma o presidente da UESP.  

Segundo a direção da UESP, a SPTuris cortou cerca de um milhão de reais que deveriam ser destinadas aos desfiles nos Carnavais de bairros, para repassar a Liga em virtude das Escolas do Grupo 1, que agora fazem  parte da composição das escolas filiadas à Liga. Sem essa verba não tem como a UESP realizar os Carnavais nos bairros, já que não tem como pagar fornecedores, prestadores de serviços e a estrutura em geral.

Lamentável... não?!   Pois é a tradição dos “antigos” carnavais nas periferias sendo jogada fora.   Vale lembrar, que os desfiles das escolas de samba e blocos nos bairros sempre foram a verdadeira manifestação dos sambistas e foliões, que se juntam nessa época  para “brincar” o Carnaval .  Outro ponto, e o mais importante a ser ressaltado, é que muitas dessas pessoas que esse Carnaval da Uesp alegra, na maioria das vezes não tem a possibilidade ou condições  de irem ao Sambódromo

 

 Por:  Jornalista Valdir Sena /  Editor Chefe Sintonia de Bambas


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